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日志


5月12日

Os nós e o eu

Eu escrevi este poema durante a composição do meu livro "Depois que os pontos cardeais se foram..."

 

Os nós e o eu

 

 

Aqui, no tempo estático, tudo é mais difícil

O ar rarefeito intimida minha liberdade

Liberdade extinta ante os portões guardados pela

                                 sentinela séssil

O tempo passa e a inércia se constitui em

                                 principal verdade

 

Preciso me desconstruir e me perder

Do meu eu quixotesco (ilusão fatal)

Derrubar as arestas rígidas desse estranho viver

E então

    beijar os céus

    e me despedir do real

    vivendo o sonho

    sonhando a vida

    desconstrução

 

“Por que o Sol não nasce do lado que eu quero?

Por que a água não quer subir a montanha?

Por que todos estão andando em círculos?”

 

Nesse pequeno [tudo(nada)] mundo

minha retina se acomodou

E esse exílio

já me chateou...

 

Do caos me despindo

vou te encontrar

equilíbrio 

 

©by Tiago Campos, 2005 

5月8日

Children of the Burning Heart

Na seção de poemas colocarei textos que escrevi para o meu livro "Depois que os pontos cardeais se foram..." entre 1997 e 2000.

 

Children of the Burning Heart

                          a S. C. Chapman

 

Uma tocha flamejante voava pela névoa

Dissipava a densa treva

Do interior das catedrais suspensas

De onde avistávamos os campos infinitos

 

Somos os sonhadores em frente à fronteira selvagem

Somos os garotos de almas sedentas pelo desconhecido

Correndo com o vento de terras distantes

Entre pastagens rústicas

Correndo com paixão

Para alcançarmos a realização dos nossos desejos

 

Nosso coração é nossa bússola

E nossas asas nascem quando sonhamos

 

Nossos olhos não avistam horizontes com crepúsculos

Nosso ritual é a vitória

 

Viajando tão longe de casa

Universos inexplorados conquistamos

As areias da ampulheta parecem não se mover quando

                                        caminhamos sobre as nuvens

 

Porém, na montanha intransponível

Em cujo solo há folhagens secas

Os cemitérios adormecidos estão

tão frios

calmos

opacos

 

Como somos ainda garotos sonhadores

Na nossa rota

Pegamos caminhos que nos desviam dessa montanha

 

Nos nossos corações ardentes

Queima uma intensa chama

Que nos impulsiona sempre à frente

A voar pela imensidão

Dos vastos campos de graça e eterna paz do Senhor

 

Os palácios flutuantes de cristais

Guardados por anjos dourados

É o destino dessa nossa grande aventura

Tendo nós todo o tempo do mundo

para voar

              viver

 

        e das catedrais suspensas

        saímos sempre que o desconhecido nos chama

        no nosso vôo vertiginoso de cada dia.

 

©by Tiago Campos, 2005